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CRI e CRA: o que é?

20 fevereiro / GX INVESTIMENTOS
CRI e CRA: o que é?

Saiba mais sobre essas modalidades de Renda Fixa.

Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis Agrícolas) têm chamado a atenção de investidores. Como títulos de renda fixa, as duas modalidades são boas opções, normalmente, de investimentos de longo prazo.

 

O que são CRIs e CRAs?

CRI: investimento que financia transações do mercado imobiliário. Possui semelhança com a LCI (Letra de Crédito Imobiliário). 

Funciona assim: você compra um título e “empresta” seu dinheiro ao emissor desse título. Em contrapartida, você recebe o valor aplicado com juros e correção monetária. Isso tudo em um prazo combinado assim que você adquire o título. 

Exemplo: Uma construtora financia apartamentos e irá receber pagamentos por isso nos próximos 15 anos. Essa construtora negocia os recebíveis a uma securitizadora, que é quem emite os CRIs. A securitizadora transforma os recebíveis em títulos.

O risco embutido para o investidor em uma aplicação no CRI é o de os compradores do imóvel não pagarem suas dívidas com a construtora. 

CRA: investimento que financia transações do setor do agronegócio. Possui semelhança com a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). 

O título é lastreado em recebíveis de negócios do setor rural, com abrangência em financiamentos ou empréstimos de materiais importantes para a produção e para a comercialização de produtos no agronegócio.

Importante: CRI e CRA são investimentos ideais para quem tem experiência no mercado e já investe com valores mais altos. Uma de suas vantagens é ser isento do Imposto de Renda.

 

Rendimento

A rentabilidade média do investimento em CRIs e CRAs é atrelada a um índice, seja ele o IGP-M ou o IPCA, por exemplo. O resgate pode ser feito na data de vencimento ou, se necessário for antecipar o recebimento, é possível vender o título de forma secundária. 

Além disso, a remuneração com os CRIs e CRAs pode ser conseguida de diversas maneiras:

Percentual do CDI (pós-fixado): caso os juros estejam em alta, é mais aconselhável sua escolha;

CDI + taxa prefixada: contudo, se os juros caem, é melhor investir neste título;

IGP-M ou inflação + taxa prefixada: se você visa investir em longo prazo, este pode ser o seu investimento ideal;

Taxa prefixada: após um momento de alta dos juros, é bom de investir neste título.

 

Riscos e vantagens

Conforme já dito anteriormente, o principal risco das duas modalidades de investimento se dá caso as pessoas que compraram um imóvel tiverem dificuldades para pagar as parcelas, o que afeta a rentabilidade do seu investimento.

Além disso, tanto os CRIs quanto os CRAs não contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Por isso, antes de investir, você precisará ter um cuidado extra antes de aplicar nessas modalidades de investimento. 

Importante: o investidor precisa ficar atento ao prazo necessário para permanecer com o título adquirido na carteira. Além disso, o fato do investidor estar emprestando dinheiro para uma empresa também é motivo para ficar atento.

No entanto, apesar de todos os riscos, pode ser bastante lucrativo o investimento em CRI e CRA, já que permitem investimentos a partir de R$1.000 e há isenção de declaração do investimento no Imposto de Renda para pessoas físicas.

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